Nos últimos anos, muito se fala sobre inteligência artificial (IA) como motor de inovação. Ela promete otimizar processos, reduzir custos e até melhorar a experiência entre empresas e clientes. Mas há um detalhe que muitas vezes passa despercebido: a conectividade de rede.
Segundo uma pesquisa da Expereo em parceria com a IDC, divulgada no Enterprise Horizons 2025, o entusiasmo com a IA esbarra em um obstáculo prático: as redes corporativas ainda não estão prontas para a carga que a tecnologia exige.
O peso da IA na rede 📡
Jean-Philippe Avelange, CIO da Expereo, explica que a IA é naturalmente mais exigente em dados e processamento. “Cada aplicação aumenta a carga, o que afeta diretamente a latência”, comenta.
Em outras palavras, enquanto as empresas sonham em rodar modelos avançados, muitas redes ainda não estão preparadas para suportar o peso. Falhas em escalabilidade, performance, largura de banda e alcance são alguns dos gargalos.
O paradoxo da adoção 🚀
Apesar das limitações nas redes, os dados do Enterprise Horizons 2025 mostram que muitas empresas já estão usando IA e com resultados que, em grande parte, atendem ou até superam expectativas. Segundo o relatório, cerca de 72% das empresas afirmam que os resultados da IA ficaram “em linha com o esperado”, e uma parcela adicional relata que a IA excedeu suas expectativas.
No entanto, esse otimismo convive com um dilema: 94% das organizações apontam que suas redes limitam, de alguma forma, sua capacidade de executar grandes projetos de dados ou IA.
Além disso, metade das empresas reconhece que sua infraestrutura de conectividade não está pronta para suportar novas iniciativas tecnológicas, exigindo upgrades urgentes para sustentar a transformação digital.
Ou seja: há confiança nas possibilidades da IA, mas uma limitação prática que ainda precisa ser vencida. É essa tensão entre “querer avançar” e “não ter rede à altura” que torna o progresso mais lento do que muitos esperavam.
O futuro da conectividade 🔌
Jean-Philippe Avelange, que atua como CIO na Expereo vai além: acredita que, em breve, conectividade será tão essencial quanto energia elétrica. Assim como hoje ninguém questiona se haverá luz para ligar os computadores, será natural esperar que a rede funcione sem falhas para rodar aplicações de IA.
O desafio é o tempo de resposta. Muitas empresas só percebem que sua rede não está à altura quando decidem ampliar os projetos de IA. E aí, a atualização leva tempo o que pode atrasar a inovação e gerar custos extras.
Conclusão ✨
Apesar da empolgação com a inteligência artificial, ainda existe um descompasso entre expectativas e realidade. Como destacou o CEO da GoTo, Rich Veldran, a tecnologia é promissora, mas ainda subutilizada. Isso mostra que estamos no meio de uma transição: as empresas já enxergam valor, mas precisam alinhar infraestrutura, regulamentação e adaptação cultural para colher todos os frutos.
No fim das contas, não basta investir apenas em IA. É preciso garantir que a rede que a suporta seja robusta, escalável e confiável. Afinal, sem conectividade sólida, até a tecnologia mais avançada perde o brilho.
