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Meta finalmente admite: o metaverso ficou no passado

Quando, em 2021, Mark Zuckerberg relançou a Facebook como Meta prometendo um futuro dominado por mundos virtuais onde as pessoas viveriam, trabalhariam e se encontrariam via avatares parecia o início de uma revolução digital. Mas, quatro anos depois, a cortina de fumaça do hype começou a descer.

📉 Um investimento bilionário que virou buraco negro

A divisão mais ambiciosa da Meta, a Reality Labs — responsável por projetos como os óculos de realidade virtual Quest e a plataforma social virtual Horizon Worlds — acumulou perdas estimadas em mais de US$ 70 bilhões desde 2021.

O resultado: consumidores pouco engajados, adoção tímida de hardware caro e, sobretudo, um gigantesco descompasso entre o gasto e o retorno. A conta, como em muitos “vales tecnológicos”, simplesmente não fechou.

✂️ Cortes drásticos e uma guinada estratégica

Agora, segundo o The Verge fontes internas revelaram ao mercado que a Meta planeja cortar em até 30% o orçamento destinado ao metaverso já no próximo ano com possíveis demissões a partir de janeiro de 2026.

A medida não é apenas contábil, mas simbólica. Depois de anos defendendo que o metaverso seria “o sucessor da internet móvel”, Zuckerberg praticamente sumiu com o tema de relatórios públicos e balanços da empresa.

🤖 De mundos virtuais à inteligência artificial

Em vez de apostar em universos imersivos, Meta agora volta suas fichas para a era da IA e dispositivos vestíveis. Os recursos liberados devem ser realocados para o desenvolvimento de óculos inteligentes, wearables com IA e softwares com potencial de retorno mais imediato.

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Na prática, a gigante das redes sociais parece reconhecer que, embora o metaverso tenha sido uma aposta visionária e grandiosa, nem sempre visão significa viabilidade econômica.

✔️Conclusão

A história da Meta é um bom lembrete de que nem toda “revolução tecnológica” vira realidade, especialmente quando depende de adoção em massa, mudanças de hábito e hardware caro.

Mudanças abruptas de estratégia mostram a importância da flexibilidade corporativa: investir pesado em inovação é válido, mas estar pronto para recalibrar quando o retorno não chega é ainda mais inteligente.

Do ponto de vista do consumidor: talvez essa guinada signifique menos foco em mundos virtuais e mais em produtos práticos com utilidade real como IA integrada em apps e dispositivos do dia a dia.

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